Domingo, 14 de Março de 2010

Transgénicos

 

 
Apesar de todo o conhecimento tecnógico e científico que a sociedade vive em pleno séc. XXI, ainda se insiste e persiste em demagogias, crenças, costumes, tradições, preconceitos e tabus na sociedade moderna. Existem muitos e poderosos infelizmente. Renuncio a falar de etnia pois esse será o mais mortífero e controverso envolvendo nações inteiras ou seja grandes massas demográficas. Assim sendo escolhi os transgénicos como igualmente quente mas mais subtil e que não envolve movimentos em massa étnicos (pelo menos por agora).
 
Processos técnicos
O Homem desde cedo, nos primórdios da agricultura ancestral de sobrevivência e sedentarismo, começou a manipular as plantas, com as enxertias de cruzamento de espécies de maior interesse produtivo em espécies mais robustas e adaptadas às condições edafo climáticas existentes. A videira, o canhâmo e a roseira serão algumas das mais antigas espécies melhoradas e apuradas, na actualidade e aliadas às ciências de experiência.
A biotecnologia e a biologia molecular são ciências que permitem que o Homem comece a dar os seus primeiros passos, de forma a melhorar “humanamente falando” a sua saúde e necessidades.
Os vegetais transgénicos são vegetais geneticamente modificados em laboratório de forma a criar resistência a pragas, doenças e carências. Vejamos o ciclo do milho (comestível e sensível) e da verbena (tóxico e rústico). Inserem-se genes resistentes da verbena no milho e este passará a ser mais rústico e resistente inclusivé às secas. O milho passou a ser OGM (organismo geneticamente modificado). Ainda não há estudos devidamente aprofundados pois precisam de 30 a 50 anos de análises, mas já existem alguns em que é importante dar atenção aos factos e todos facultam informação negativa, pois os efeitos na natureza podem ser catastróficos. Sigamos o ciclo do milho OGM, possuindo este um gene tóxico da verbena e servindo o milho como um dos cereais de eleição do ser humano e sua pecuária, qual será o seu efeito no organismo de um mamífero? Qual o grau de toxicidade que afectará o mamífero? Naturalmente nós não comemos Verbenas, a não ser os insectos polinizadores que extraem o pólen das flores. Portanto está-se a quebrar protocolos naturais e sem conhecimento científico suficiente. Qual o tamanho da gravidade por irmos ingerindo pequenas proporções do gene tóxico da verbena? Os OGM’s também têm outros problemas como um em especial que considero tão grave quanto o da manipulação, que é o da infestação. Através da polinização, os OGM’s vão contaminar com os seus genes e, sendo estes concebidos devido à sua resistência, prevalecer e eliminar das áreas limitrofes as plantas naturais ou seja: plantas da mesma espécie naturais.
A produção de culturas transgénicas não tem acordo uníssono das Nações Unidas. Ou seja, a Ásia e o Continente Americano são a favor e a Europa e o Japão são contra.
É claro que os lobbies das Empresas multinacionais são imensos e têm vindo a conseguir condições às suas produções. Permitam referir que o sector farmaceutico e sementes tem uma forte expressão no mercado e política socio-económica.
 
“Várias informações contraditórias têm sido lançadas de diversos sectores quanto aos potenciais danos que os organismos transgénicos possam provocar nos seus consumidores.
Em 1998, um investigador, lançou o pânico na Europa, ao afirmar que tinham obtido resultados que demonstravam o efeito nefasto de batata transgénica, quando presente na alimentação de ratos. Quando estes resultados foram publicados verificou-se que o referido efeito tinha sido devido ao transgene inserido nessas batatas ser de uma lectina, que por si só tem um efeito tóxico no desenvolvimento dos mamíferos. Estes investigadores sofreram pesadas críticas da classe política e da comunidade científica em geral. No entanto, ainda há alguma controvérsia quanto à interpretação dos resultados destes autores, opondo organizações não-governamentais a alguns cientistas.”
“Outro caso de um estudo acerca do potencial efeito de transgénicos na saúde pública foi o de Séralini et al. (2007). Estes investigadores reavaliaram estatisticamente dados publicados anteriormente pela multinacional Monsanto, e declararam que a alimentação de ratos com milho transgénico MON863 provocou toxicidade hepática e renal, bem como alterações no crescimento. A European Food Safety Authority (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar) aprovou o MON863 para consumo humano na União Europeia, baseando-se nas conclusões dos estudos entregues pela Monsanto. A Autoridade concluiu que as diferenças encontradas no estudo de Séralini não eram biologicamente relevantes e que os métodos estatísticos utilizados neste estudo eram incorrectos, pelo que não procedeu à reavaliação da aprovação. No entanto, até à data nenhum estudo científico foi publicado que tenha colocado em causa o estudo da equipa de Seraliny. Esta discussão acentuou a polêmica sobre quem deve ser responsável pela avaliação do impacto deste tipo de produtos. O facto de algumas avaliações serem feitas pelas próprias empresas que os produzem tem levantado grande indignação por parte de organizações ambientalistas. O Painel OGM responsável pela avaliação dos transgénicos da European Food Safety Authorityfoi também criticado por vários Estados-Membros, casos da Itália e a Áustria, que acusam este painel de cientistas de parcialidade.”
“Algumas das críticas que os transgénicos têm recebido têm a ver com a potencial reacção alérgica dos animais/humanos a estes alimentos. O caso mais conhecido foi a utilização de um gene de uma noz brasileira com vista ao melhoramento nutricional da soja para alimentação animal. A noz em causa era já conhecida como causadora de alergia em determinados indivíduos. O gene utilizado para modificação da soja tinha como função aumentar os níveis de metionina, um aminoácido essencial. Estudos realizados verificaram que a capacidade alergénica da noz tinha sido transmitida à soja, o que levou a que a empresa responsável terminasse o desenvolvimento desta variedade.
Mais recentemente, investigadores portugueses do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, e do Instituto Superior de Agronomia, entre outros, testaram a resposta alérgica de diversos pacientes à alimentação com milho e soja transgénica. Este estudo não detectou qualquer diferença na reacção às plantas transgénicas, quando comparada com as plantas originais.
Grande parte das polêmicas originadas com a questão dos transgênicos estão diretamente relacionadas a seu efeito na economia mundial. Países actualmente bem estabelecidos economicamente e que tiveram sua economia baseada nos avanços da chamada genética clássica, são contra as inovações tecnológicas dos transgênicos. A Europa, por exemplo, possui uma agricultura familiar baseada em cultivares desenvolvidos durante séculos e que não tem condições de competir com países que além de possuir grandes extensões de terra, poderiam agora cultivar os transgênicos. Para além disso, localizam-se em espaço europeu muitas das empresas produtoras de herbicidas/pesticidas, que são naturalmente peças importantes na aceitação ou não de variedades agrícolas que possam comprometer os seus negócios.
É também utilizado o argumento de que o cultivo de transgênicos poderia reduzir o problema da fome, visto que aumentaria a produtividade de variadas culturas, nomeadamente cereais. Porém, muitos estudos, inclusive o do vencedor do Prêmio Nobel de Economia, Amartya Sen, revelam que o problema da fome no mundo hoje não é ligado à escassez de alimentos ou à baixa produção, mas à injusta distribuição de alimentos em função da baixa renda das populações pobres. Dessa forma questiona-se a alegação de que a biotecnologia poderia provocar uma redução no problema da fome no mundo.
Argumentos a favor dos transgênicos incluem a redução do uso de compostos como herbicidas, pesticidas, fungicidas e certos adubos, cuja acumulação pode causar sérios danos aos ecossistemas a eles expostos. As organizações ambientalistas questionam se os benefícios da utilização destas plantas poderia compensar os potenciais malefícios por elas causados, como foi atrás referido.
 Um exemplo interessante são as culturas baseadas na tecnologia biotecnológica, resultante de um melhoramento por transgenia (incorporando genes da bactéria Bacillus thuringiensis) que confere à planta uma proteção natural a larvas de certos insetos, tornando praticamente desnecessário o controle destes por meio de pesticidas normalmente neurotóxicos, de alta agressividade ambiental, que em culturas não transgênicas são utilizados em larga escala. Tem sido posta em causa recentemente se esta tecnologia afetaria também insetos não-alvo, como abelhas e borboletas. No entanto, têm sido publicados alguns artigos científicos demonstrando que os insetos não-alvo são mais abundantes nos campos de plantas transgênicas do que nos campos convencionais sujeitos a pesticidas. Mas recentemente, um estudo de uma equipe de investigadores da Universidade de Indiana (E.U.A.) descobriu que o pólen e outras partes da planta de milho transgênico são lixiviadas para os cursos de água perto de campos de milho até distâncias de 2 km, apresentando efeitos de toxicidade na mosca-da-água, que é um alimento importante para organismos superiores dos ecossistemas aquáticos, tais como os peixes e anfíbios.
Há poucas coisas tão importantes e imprescindíveis como comer. Contudo, por detrás deste acto tão quotidiano - ao menos, para quem tem a possibilidade de comer e saciar-se diariamente - esconde-se um grande número de actividades com grande repercussão sobre a nossa saúde e a do planeta.
A agricultura sofreu uma grande reviravolta em poucos anos. De explorações agrárias diversas e integradas nos distintos ecossistemas, que aproveitavam os recursos da natureza sem degradá-los, passámos a um modelo agrícola industrial que gera graves impactos ambientais, polui a Terra e representa um grave risco para a nossa saúde. Além disso, esta agricultura industrializada arruina e marginaliza milhões de pessoas que deixam de ser autosuficientes na sua alimentação, ao mesmo tempo que concentra as riquezas e o controle da produção de alimentos num punhado de multinacionais. Os cultivos transgénicos representam mais uma reviravolta neste sistema agroalimentar absolutamente insustentável.” (1)
 
 
Não faltam alimentos
Actualmente é produzido alimento suficiente para satisfazer as necessidades da população mundial e, segundo a FAO, em 2030 haverá alimento suficiente para alimentar a crescente população do planeta. Contudo:
 842 milhões de pessoas em todo o mundo (de uma população superior a 6 000 milhões) passam fome;
 Cerca de 75% dos 1 200 milhões de pessoas que subsistem em todo o mundo com menos de um dólar por dia vivem em áreas rurais e trabalham no campo; quando não produzem alimentos suficientes para o seu sustento não conseguem comprá-los, mesmo que exista abundância no mercado.
A fome é um problema de acesso aos recursos necessários para produzir
A maioria dos habitantes dos países empobrecidos são agricultores de subsistência: produzem para alimentar as suas famílias, vendendo unicamente pequenos excedentes. A maior parte tem apenas terra suficiente para alimentar a própria família, não dispondo de rendimentos para pagar maquinaria, sementes ou agro-químicos. Muitos tiveram que vender as suas terras e gado e migrar para as cidades ou outros países quando não conseguiram pagar os custos de produção crescentes associados à industrialização.
A maioria dos países que sofrem fome dedica as suas melhores terras a cultivos de exportação, para obter divisas que lhes permitam pagar a dívida externa.
A queda dos preços e o comércio livre arruínam os agricultores
O aumento da produção e o controlo do comércio agrícola por grandes empresas multinacionais provocaram uma queda a pique dos preços mundiais dos alimentos. Esta queda de preços e a entrada de alimentos baratos estão a arruinar milhões de agricultores, tanto no Sul como em países do Norte. Contudo, apesar do comércio mundial de alimentos não chegar a ser 15% da produção agrícola, a OMC quer impedir que os países protejam os seus mercados locais.
No México, a importação de milho proveniente dos Estados Unidos a preços até 30% abaixo dos custos de produção provocou uma queda de 50% no preço deste alimento básico, nos últimos anos. Esta situação arruinou milhões de produtores locais e provocou o êxodo rural. Curiosamente, ao mesmo tempo, o preço das tortilhas de milho na Cidade do México duplicavam.
A pecuária industrial ameaça a segurança alimentar
Segundo a FAO, a proliferação de quintas industriais durante os últimos 50 anos representa uma ameaça para os 675 milhões de camponeses para quem o gado é uma fonte importante de proteínas, de tracção e de adubo, representando uma certa segurança económica.
Implica também um desperdício ao qual o planeta não pode dar-se ao luxo:
70% da colheita mundial de milho, 50% da de trigo e 95% da de soja vão parar aos estômagos dos animais criados em quintas industriais;
 Cada caloria de carne produzida consome entre 11 a 17 calorias de ração;
 No Brasil, 23% das terras de cultivo destinam-se a soja para exportação.
 
Agricultura e biodiversidade
A biodiversidade agrícola é a base da segurança alimentar
A variedade de cultivos e raças de gado desenvolvidas pelas culturas camponesas está hoje em perigo devido à agricultura industrial e à introdução de cultivos transgénicos protegidos por patentes.
A importância da biodiversidade agrícola
A biodiversidade, isto é, a variedade, a diferença da vida, é a chave da Natureza para conservar equilíbrio e saúde.
Na agricultura, a variabilidade permite aos cultivos e animais adaptarem-se a diferentes ambientes e condições. A capacidade de uma determinada variedade de resistir a uma seca ou inundação, crescer em solos pobres ou ricos, resistir a uma praga ou doença, ou produzir maiores rendimentos ou alimentos mais saborosos e nutritivos, é fundamental para o futuro da agricultura. A possibilidade de enfrentar, por exemplo, as alterações climáticas dependerá em grande medida da biodiversidade.
A ameaça do monopólio de sementes transgénicas
A geração e conservação da biodiversidade agrícola baseia-se no livre intercâmbio das variedades e no direito dos camponeses de guardar as sementes da sua própria colheita. No entanto, nos últimos anos concederam-se numerosas patentes sobre os cultivos básicos para a alimentação humana, favorecendo meia dúzia de grandes empresas multinacionais com um monopólio muito amplo sobre as sementes. As companhias sementeiras, que comercializam um número muito limitado de variedades, não permitem aos agricultores guardar as sementes para utilizar na sua própria colheita.
A Monsanto pretende cobrar a Argentina de 3 a 7 dólares por tonelada de soja exportada pelo país nos últimos 10 anos, alegando que os agricultores semeiam há anos - e guardam - sementes de soja transgénica patenteada por esta companhia.
74% DAS PATENTES AGROBIOTECNOLÓGICAS SÃO DE 6 GIGANTES GENÉTICOS
Alimentos transgénicos
Uma grave ameaça para a saúde e o ambiente
Os cultivos transgénicos podem contaminar outros cultivos ou plantas silvestres e disseminar-se de forma incontrolável, com consequências imprevisíveis. Estes cultivos vêm agravar ainda mais, e de forma irreversível, o impacto negativo da agricultura industrial.
O que é a engenharia genética?
Os genes contêm instruções para o desenvolvimento de todas as funções e estrutura de um ser vivo - desde a cor dos olhos até ao número de pétalas de uma flor – e transmitem-nas de pais para filhos.
A engenharia genética permite cortar e colar genes e transferir para as plantas informação genética de espécies exóticas: virus, bactérias, peixes, borboletas… obtendo combinações que nunca ocorreriam na natureza.
A inserção de genes estranhos numa planta pode provocar efeitos imprevistos não desejados, devido à inexactidão das técnicas actuais e ao facto de os genes não funcionarem de forma isolada, mas sim como parte de um complexo sistema desenvolvido e equilibrado ao longo de milhões de anos de evolução.
Riscos para o ambiente
Mais de 80% dos cultivos geneticamente manipulados são tolerantes a herbicidas totais, que envenenam o meio e eliminam a vegetação que serve de refúgio a insectos, aves e uma diversidade de espécies selvagens, aumentando a dependência do agricultor em relação a este tipo de produtos químicos.
Nos EUA, os cultivos de transgénicos conduziram a um aumento do volume de agroquímicos utilizados em 23 milhões de kg/ano desde 1996.
Cerca de 25% dos transgénicos cultivados são variedades que produzem uma toxina insecticida durante todo o ciclo de cultivo, podendo afectar espécies benéficas, tais como espécies que polinizam as plantas ou que controlam as pragas de forma natural. Também podem prejudicar organismos do solo (bactérias, fungos, lagartas…), imprescindíveis para a sua fertilidade.
 
PROPRIEDADES DOS CULTIVOS TRANSGÉNICOS
USO DE PESTICIDAS EM CULTIVOS TRANSGÉNICOS EM RELAÇÃO AOS CULTIVOS CONVENCIONAIS
Riscos para a saúde
As plantas têm mecanismos naturais de defesa: a produção de toxinas e de substâncias que provocam alergias, entre outros. A engenharia genética pode provocar a produção de maiores doses destas substâncias ou de novos compostos prejudiciais para a saúde. Nas Filipinas a povoação de uma zona na qual se semeavam variedades transgénicas insecticidas desenvolveu uma misteriosa doença alérgica que se pensa estar associada a estes cultivos. Um estudo recente com uma variedade de milho comercializada na Europa (MON 863) revelou alterações no funcionamento do fígado e rins de ratos.
Em engenharia genética utilizam-se genes de resistência a antibióticos que podem contribuir para a proliferação de organismos patogénicos resistentes, com graves riscos para a saúde pública. São também utilizados virus e bactérias mutilados que constituem um inquietante risco sanitário pela sua capacidade de se recombinarem com organismos patogénicos.
Contaminação genética
Está comprovado que as características transgénicas podem passar a outros cultivos, a ervas daninhas e a plantas selvagens com muita rapidez, contaminando os cultivos e disseminando-se no ambiente com efeitos imprevisíveis.
Nos EUA e Canadá já proliferam de forma alarmante as ervas resistentes a herbicidas, e no México, centro da biodiversidade do milho, encontraram-se variedades locais contaminadas em zonas remotas.
Falta de estudos
Não há estudos sobre os efeitos dos trangénicos a longo prazo.
Há apenas alguns estudos sobre o seu impacto no ambiente e só se publicaram os resultados de 10 estudos in vivo sobre as suas consequências para a saúde.
A maior parte dos estudos sobre riscos são realizados pelas próprias empresas que comercializam os transgénicos. O seu orçamento para publicitar os supostos benefícios destes cultivos supera, em muito, o destinado a estudar os seus riscos.
 
PERCENTAGEM DO MERCADO CONTROLADO PELOS 5 GIGANTES DA BIOTECNOLOGIA: ASTRAZENECA, PIONEER, MONSANTO, NOVARTIS E AVENTIS
 (2)
Bibliografia:
(1)Plataforma Transgénicos Fora
(2)GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental
AGROBIO – Associação Portuguesa de Agricultura Biológica
 
Grupos sociais
Os grupos sociais envolvidos nesta questão são múltiplos, ou seja, é a própria sociedade actual e futura, em pleno, que está em causa, pois ao efectuar uma mudança no código genético, o Homem actual, geralmente crente em alguma fé étnica, baseando-se que existe algo que denomina como DEUS, presunçosamente, arrogante e ignorantemente, no seu curto período de existência (cerca de 15 000 anos) em relação à teoria da escala de tempo de origem do universo (Big Bang), considera que pode intervir e alterar um código genético que foi sendo desenvolvido naturalmente desde os primórdios da existência terrestre. Este tipo de intervenção poderá colocar em causa toda a existência terrestre num futuro que ninguém consegue prever, pois a capacidade de ver o futuro, essa ainda não a temos, e como a generalidade dos testes e estudos efectuados são ainda insuficientes e para agravar são financiados pelas entidades que promovem as soluções transgénicas, serão automaticamente duvidosos e carentes de investigação minuciosa e parecer técnico independente e imparcial.
Instituições
A União Europeia aprova, restringe e delimita legislação e pareceres oficiais provenientes de estudos, análises e testes de organismos económicos não governamentais, essas  instituições gerem e detêm um determinado monópolio já relacionado com as actividades agrícolas. Essas entidades têm a mesma capacidade financeira e técnica que os lobbyes das industrias farmacêuticas ou petroleiras, logo com os seus recursos investem na investigação e comercialização, baseada na práctica e resultados anteriores, omitem informações dos resultados a longo prazo pelo simples facto de não os terem, pois o processo ao nível  natural e biológico tem um calendário mais alargado e lento do que o nosso processo social e humano civilazicional. Ao nível nacional, o problema bate-se pela mesma forma, pois o Ministério da Agricultura não tem resultados conclusivos a longo prazo e depende totalmente dos estudos e critérios facultados pela União Europeia e pelos promotores dos produtos. No caso do Ministério do Ambiente, esse está pior pois nem sequer tem um centro de investigação tal como o da Agricultura, que permita analisar ele próprio e obter informação das sementes e produtos transgénicos, fazendo o depender por completo de informação exterior.
A legislação sobre OGM’s em Portugal é recente e não tem mais de 10 anos.
Serão as Associações e movimentos sociais que instigam e promovem à discussão, além de alertarem, para os potenciais perigos que podem existir.
 
 
 
Alguns argumentos prós e contras
Não consigo ver argumentos prós! Para mim todos são contras, daí a razão de ter escolhido este tema.
O efeito na economia mundial, a canalização de receitas para posições privilegiadas de algumas empresas, destruindo o tecido económico de zonas rurais um pouco por todo o mundo, aumento da fome, pois na realidade actual é que existe alimento para satisfazer 7 vezes mais do que a população existente, logo o problema é politico e étnico e não social e produtivo. Centralização de capitais e riquezas, inflação e manipulação / apropriação das bolsas agrícolas e das sementes naturais, ou seja, as sementes num qualquer campo passarão a ter proprietário(!);
Variedades naturais e seus melhoramentos de séculos poderão estar em causa devido à contaminação dos genes transgénicos transmitidos pelos agentes polinizadores (vento, insectos, aves, etc);
Poderá ser mais ecológico no sentido de redução de uso dos produtos químicos, mas em simultâneo poderá haver a facultação e promoção ao aparecimento de novas doenças (tal como foi a das “vacas loucas”);
O alastramento e disseminação das sementes OGM terá um efeito na natureza, mas qual será(?). Veja-se o caso do Canadá, onde já muitas plantas têm o seu código genético alterado, País esse que detém a maior àrea de produção de culturas OGM no mundo.
Maior dependência técnica das empresas e de químicos específicos por parte dos agricultores.
 
 

 

sinto-me: desiludido
música: Valkirias
publicado por reflexoessustentaveis às 21:00
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Reciclagem na Agricultura

 

 
 
Ambiente e sustentabilidade em Portugal é novidade, e moda, mas o conceito no seu verdadeiro sentido da palavra, é imaturo, ou seja um ovo!
Há muito por fazer! Primeiro começa-se pelo que dá retorno financeiro, e os lixos, se devidamente encaminhados, dão realmente lucro a quem neles investe, mais que não seja para aluguer de armazéns e espaços para deposição de produtos não recicláveis ou para fins de energia dos fornos de fábricas.
As profissões relacionadas com os lixo são relativamente recentes. Além dos aterros (antigas lixeiras) e dos varredores de rua, todas as demais profissões pertencem mesmo ao final do século XX. A engenharia do ambiente e sua cadeira universitária abriu portas aos estudantes portugueses só no fim da década de 80.
Apesar de há mais de 20 anos eu acreditar na reciclagem, só agora é que verdadeiramente se vêm resultados, ainda que reduzidos.
 
Dos produtos reciclados que já tive oportunidade de investir e usar, poucos foram os que realmente me satisfizeram como consumidor, e, isso demonstra que o caminho a percorrer é extenso, pois no dever de aliar a tecnologia à inovação e sacrificio, os materiais têm os seus defeitos e contrapartidas em que passo a salientar os mais evidentes:
- Papel, será o produto mais reciclado e bem sucedido, o problema é que no uso dos produtos lixiviadores para a reciclagem do papel, e dependendo do tipo de papel pretendido, esses produtos serão tão nocivos quanto a produção/transformação de nova celulose, além de que o papel normal reciclado absorve mais tinta, o que implica maior gasto da mesma nas impressões e não deixando a mesma qualidade impressa semelhante à do papel não reciclado;
- Pneus, as experiências que tive com pneus reciclados, é que apesar de mais baratos, são também muito mais fracos e fáceis de furar e de desgaste;
- Tinteiros para impressora, gastam-se muito rapidamente, o que no final do ano, o que se poupou em tinteiros não reciclados, gastou-se em maior quantidade dos mesmos e também de papel, pois as afinações das impressoras ainda não estão adequadas às novas realidades;
- Plástico, já se começa a obter resultados interessantes, mas infelizmente o plástico reciclado ainda é muito estaladiço e quebradiço;
-Vidro, para mim, é onde a reciclagem consegue melhores resultados, pois o vidro mantém as mesmas características que o vidro normal em questões de manejabilidade e durabilidade;
-Orgânicos, uma única palavra para estes resíduos, compostagem, a sua reciclagem revitaliza os solos produtivos.
Torna-se claro, assim que todas, mas mesmo todas, as profissões do homem universal, têm que juntos conseguir criar e melhorar as técnicas no trabalho, rentabilizar os produtos e energias, maximizar e investir nos estudos e projectos inovadores e que prevejam uma melhoria dos recicláveis, de forma a garantir uma sustentabilidade futura. E quando eu me refiro a todos, incluem-se mesmo todas as profissões, pois de que vale formar um cientista químico, que venha a trabalhar no sector dos plásticos e criar um produto excelente mais duradouro, se um professor ou jurista usar indecorosamente esse produto, deixando-o negligentemente no meio de uma qualquer mata após um piquenique?
O problema, claro, está em que a união entre todas as profissões de forma a educar e reciclar o conceito de vida humano está nas mãos de todos, começando obviamente por quem detém o poder, até chegar realmente a quem no lixo trabalha. Portanto para mim e para o meu conceito de vida, não existem “doutores” responsáveis em cargos e técnicos de limpeza de rua descuidados, existe sim uma sociedade que precisa de abrir novos horizontes, fechar metas criadas há 100 (capitalismo / industrialização) ou 2000 anos (democracia / economia) pelos lobbyes de sempre, e preparar os seus cidadãos que graças à Era da globalização fazem parte da nossa casa chamada “PLANETA TERRA” ou “PLANETA AZUL”.
 
Felizmente, é claro que nem tudo são cardos! Já existem muitas rosas lindas que começam a desabrochar no dia a dia da sociedade moderna, mas enquanto houver líderes que defendam conceitos que já não se aplicam, tais como o uso de peles de animais selvagens, ou o uso indeliberado de químicos, (mesmo quando não é necessário), para tratar da saúde pública e animal, enquanto o conceito de higiene estiver aliado a um mercado consumista, enquanto o conceito de viver bem estiver aliado a comer muito, enquanto a qualidade de vida estiver aliada a bons carros e casas com piscina, enquanto o comodismo de conforto estiver aliado ao gasto exagerado de energia sob todas as suas formas, enquanto o conceito sobre controlo de natalidade ainda fôr tabu por razões acima de tudo étnicas, entre outros “enquantos”, está nas mãos de todos, a grande responsabilidade da herança que vamos deixar aos humanos vindouros.
 
Veja-se um exemplo com um texto de apoio como base:
 
 “Metano é, de longe, o gás mais importante para o efeito estufa (sem contar o CO2). E a fonte número um de metano no mundo todo é a criação de animais.(...)
A parcela de responsabilidade do metano pelo aquecimento global é praticamente equivalente à parcela da soma de todos os outros gases de efeito estufa que não sejam o CO2. Metano é um gás 21 vezes mais poderoso, em termos de aquecimento global, do que o CO2. Enquanto que as concentrações de CO2 na atmosfera cresceram aproximadamente 31% desde a era pré-industrial, as concentrações de metano mais que dobraram. Enquanto as fontes humanas de CO2 correspondem a apenas 3% das fontes naturais de emissão, as fontes humanas produzem 150% mais metano do que as fontes naturais. Na realidade, o efeito das nossas emissões de metano podem ser compostas por aquecimento induzido por metano, que por sua vez estimula a decomposição de matéria organica em terras alagadiças, que é a fonte natural primária de metano.
Com as emissões de metano causando quase metade do aquecimento causado pelo homem, a redução das emissões de metano devem ser uma prioridade. Metano é gerado por várias fontes, incluindo minas de carvão e aterros sanitários. Mas a fonte número um no mundo inteiro é a criação de animais.(...)”
(excertos da carta de alerta de António Caldeira, a comentar o novo anúncio da Quercus, no website da Quercus)
 
Na minha profissão e num caso particular, a da produção animal – pecuária -, há já mais de 30 anos que se fala e se conhece o biogás. Esse gás (metano), como já se sabe existe na generalidade dos excrementos animais, e no caso das explorações agrícolas de pecuária, os excrementos poderiam ser utilizados para a produção de energia que ajudasse às necessidades da exploração tornando-a mais sustentável. O sub-produto final seria usado como composto em diferentes frentes agrícolas e paisagísticas. A tecnologia não é muito cara, se fizermos uma avaliação a 20 anos, mas o problema é que o sistema económico montado gosta de mostrar as amortizações a curto prazo, ou seja, as próprias instituições públicas sob a alçada do governo (agricultura), IFADAP, têm nos seus gabinetes os técnicos agrários com as técnicas dos anos 70 e 80 (inadequados portanto às novas realidades), psicólogos para avaliar o perfil dos candidatos e seus projectos que concorrem às ajudas financeiras, economistas gestores que querem resultados a 5 ou 8 anos. O problema é que na agricultura biológica em tempo real, os resultados dos projectos necessitam de no mínimo 10 anos para estarem a 75% de eficiência.
Coloco assim a questão:  Então afinal quem é o responsável por existir ou não de momento maior eficiência verde produtiva no tecido industrial?
Resumidamente, os dirigentes das nações são estereótipos dos seus antecedentes, seguindo o mesmo perfil ideológico da côr e movimento política/o, em vez de assegurar um equilíbrio estável e sustentável. Ilusoriamente promovem e participam em movimentos industriais e económicos a curto e médio prazo, valorizando assim os seus mandatos e não os dos seus sucessores. Não são dinâmicos e ainda sem ter compreendido porquê os estudos e resultados das investigações científicas naturais e/ou agrárias que melhorem, dignifiquem e/ou esclareçam as condições ambientais, são constantemente negligenciadas.
 
 
A primeira vez que o mundo ouviu falar seriamente em reciclagem foi quando surgiu a política dos 3 R’s (reduzir, reutilizar e reciclar), na convenção do Rio, em 1992, estava eu a começar a dar os primeiros passos para a minha actual profissão.
Com a consciência actual, socio-tecnológica, de que a industrialização e sua sociedade de consumo criaram um fosso do processo fisico-químico entre os resíduos e o ambiente, os líderes da maior parte dos Países que constituem a ONU decidiram gerir todo o processo, pois que até então, após ser recolhido pelas entidades responsáveis de recolha de lixos, era depositado em aterros / lixeiras.
Um dos primeiros factores a ter em conta foi a catalogação, separação e utilização dos respectivos resíduos. Nomeadamente os orgânicos e inorgânicos, os recicláveis e os não recicláveis, os perigosos e os não perigosos ou neutros, suas formas de reciclar, valorizar, depositar.
Referindo alguns exemplos:
Resíduos nucleares, têm que estar em recipientes estanques próprios armazenados no fundo do mar ou em antigas minas (à espera que não incomodem);
Resíduos orgânicos alimentares, são direccionados para aterros e uma pequena porção é direccionada para a produção de compostos orgânicos úteis para a agricultura e jardinagem, fechando assim o processo natural;
 Resíduos inorgânicos, em alguns casos como o do poliuretano, não são reciclaveis, obrigando a que estes venham a ser usados e valorizados como fonte energética dos fornos de incineradoras;
Resíduos orgânicos sanitários, são encaminhados para estações de tratamento, para depuração, filtragem, revitalização e reaproveitamento.
 
Os produtos e materiais usados pelo Homem são provenientes sempre daquilo que o planeta tem disponível, mas existem alguns que são “fabricados” ou alterados de forma a criar uma estrutura sintética dos mesmos, tal como os adubos químicos ou os fitofármacos.
Alguns resíduos são provenientes de efeitos secundários do uso de outros produtos, tais como os Óxidos de azoto e enxofre, que nos seus estados gasosos e quando liquidificados podem se tranformar em ácido nítrico e ácido súlfurico respectivamente, acidificando as chuvas e esterilizando os solos, entre outros efeitos.
 
Na classe dos produtos e resíduos recicláveis, existem muitas formas de reciclar. Para cada tipo de produto ou resíduo, haverá uma ou mais formas de o poder transformar. No caso concreto da compostagem, que é a minha área, esta também tem várias variantes (pois pode ser de origem doméstica/ animal ou totalmente vegetal), mas o objectivo principal é formar uma determinada pilha com diferentes materiais, resíduos em que a relação carbono – azoto (equivalente a 3 porções de carbono e 1 de azoto) seja estável e a humidade relativa na casa dos 60 a 70% seja a adequada e em simultâneo de forma a garantir algum arejamento para que o processo de fermentação no interior da pilha chegue aos 65º celcius (no mínimo e pode ir até aos 80º), de forma a eliminar as capacidades vegetativas de raízes e micro-organismos nocivos.
Na agricultura existem diferentes técnicas de compostagem, e as pilhas erguidas em pirâmide a 1,5m de altura com 2m de largura, estão provadas como sendo as que possuem os melhores resultados do produto final, com um estado de pureza de húmus devidamente acompanhado do seu típico cheiro agradável. Qualquer agricultor pode usar o tractor para o fazer ou mesmo fazê-lo manualmente, no entanto se utilizar as alfaias correctas há minimização de tempo e energia.
 
   
sinto-me: Gorillaz
música: qualquer uma
publicado por reflexoessustentaveis às 21:00
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Palmeiras e relvados no sul de Portugal?

 

Eu tenho uma paixão enorme por tudo o que é vegetal...
Bem,... quase tudo!
O meu relacionamento com plantas tem sido basicamente com as alimentares e as de zona mediterrânica. Até agora já construi mais de 400 jardins.
E em cada 100 jardins se fiz 1 de cactus foi muito!
Desses 100 jardins, fiz mais de 75 com relvados e ou com palmeiras.
Em Portugal o antagonismo anda de braço dado com a estolidez! De onde vem esta ideia do relvado com palmeiras?
Provavelmente vem de um misto de ideais de diferentes culturas, mas todos com algo em comum! Prefiro não adjectivar nada nem ninguém, pois iria censurar ou críticar, e não é essa a minha intenção de momento, mas puderei destacar algumas razões mais evidentes que levaram ao aparecimento das palmeiras e relvados:
- O imigrante que viveu um periodo de riqueza nas ex-colónias portuguesas, e saudosista pretende reviver alguma nostalgia introduzindo espécies provenientes desses países tal como a Palmeira.
- O imigrante que viveu na Suiça ou outro país circundante, onde os campos se mantêm verdes todo o ano com excepção na estação da neve
- O emigrante Norte europeu que se maravilha com o clima e deseja practicar sem as mesmas condições climatéricas os seus desportos e actividades culturais e sociais
- O “American dream” e os “Green open spaces” introduzidos pelas posturas de empresas nacionais e estrangeiras face ao americanismo
-Os jardins tipo Estoril –Sol (casino estoril), que incentivaram muitos, principalmente as classes mais altas e novo riquistas. Este género de jardins são directamente descendentes do Jardim tipo  Versailles e similares.
Assim a globalização e as diferentes ideias culturais vão-se apoderando e destruindo a flora natural local. No meu caso onde vivo actualmente vejo quase diariamente novos jardins a serem erguidos seguindo em 70% dos casos o conceito de um canteiro – um relvado com palmeiras-. Este conceito leva a que a alfarrobeira, o medronheiro, o sobreiro, azinheira, romãzeira, nogueira, pereira, zimbro, entre outras tantas, vão literalmente desaparecendo da paisagem cingindo-se a pequenos espaços como as reservas naturais, florestais ou em zona de agricultura ecológica.
No entanto são essas especies vegetais, as autoctones e que fazem parte do nosso eco-sistema local e/ou nacional. Essa plantas além dos frutos, disponibilizam madeira e guarida ás aves e fauna, fornecem um equilibrio natural de prevenção a doenças e pragas auxiliando-se umas ás outras, dispensando ainda os gastos de herbicidas, pesticidas e regas. Promovem a humidade nos solos e ajudam a rete-la pela manhã. Muitas são excelentes sombras e abrigos para os picos estivais.
Veja-se o caso dos relvados – exigem manutenções semanais ou quinzenais da Primavera ao Outono, obrigam à aplicação de 1 adubo de fundo e 2 a 3 adubações azotadas por ano, adubos esses que chegam a percorrer mais de 7000km provenientes das fábricas de origem. Sem contar com os preventivos quimicos esterilizadores de solo para evitar que alguma praga se instale no relvado, e que acabam por se diluir nos lençois freáticos, contaminando-os.
A palmeira – Phoenix canariensis de seu nome latino, não serve para madeira, não serve para ninhos, não dá frutos ou mesmo boas sombras. Tem uns picos que podem até matar chegando a atinjir inclusivamente 40cm de comprido, ou seja autênticos estiletes! Por fim esta árvore dispensa as regas fora do periodo da chuva. É das poucas especies vegetais que vivem no deserto.
 
 Medroneiro com 3 anos. Excelente árvore de fruto. Sombra. Abrigo ás aves. Cresce lentamente e não sofre de problemas tipo "escaravelho da palmeira". Já vi medronheiros com mais de 7 metros de altura. Já é muito bom para os jardins do Sul em substituição às palmeiras.
 
As entidades responsaveis pelo próprio Estado negligenciam este problema, e nem sequer percebem (?) que os gastos dos lençois freáticos são enormíssimos, quando actualmente a preocupação da diminuição dos recursos hídricos é cada vez maior e preocupante.
Uma das soluções é recuperar os nossos espaços verdes com a nossa flora, relvados sim mas só em pontos muitos específicos, ou mesmo usando prados de sequeiro como opção e plantas mediterranicas, que aliás, são bastante apreciadas pelos estrangeiros. Dever-se-à tambem racionar a água, evitando-a de usar indeliberadamente, fiscalizando para esse efeito todas as entidades que a usem com um departamento policial exclusivamente preparado para esse fim – tipo policia da água- tal como já existe em determinados locais do mundo, veja-se o exemplo no Colorado, E.U.A.
Hoje em dia, como profissinal, e quando convidado a fazer relvados com palmeiras, dou alternativas com plantas locais, e em ultimo recurso encaminho o cliente para outro profissional que o faça pois eu, pensando nas minhas filhas e a seguir a ética profissional recuso-me a participar.
A globalização ainda não afectou sob uma forma cívica e racional a informação didáctica disponível para (re)educar todos os cidadãos adequadamente aos grandes desafios relativos às alterações climáticas que se avizinham.
-A Internet é a porta, janela e casa da globalização. É perigosa para quem não sabe usufruir e usar da informação existente, e, depende de quem a abre e como a abre...considero-a a biblia da proxima civilização-
Dessa forma este fenómeno globalizacional tem vantagens e desvantagens. Enquanto os lobbyes forem mais fortes que os interesses das nações e da humanidade, a globalização existirá para os beneficiar. O comum dos mortais, passa pelos (futuros) crimes sem perceber, o quanto de destruidor e negativo tem a implementação de flora estrangeira em habitats sensiveis. Vejamos um caso de globalização ocorrido à quase 200 anos e analise-se as conclusões: o Eucaliptus e a Acácia provenientes da Austrália e introduzidas em Portugal nos meados do século XIX, no jardim de Monserrate em Sintra pelo arquitecto inglês James Burt ou noutros pontos como a reflorestação e a protecção das àreas cultivadas aos ventos marítimos.
Seguindo a mesma lógica de raciocinio do exemplo dado, daqui a 100 anos vamos ter graves problemas com excessos de palmeiras, e recursos hidricos esgotados ou contaminados, no caso da relva será um problema menor visto que morrerá de seca ou será transformada em pastos de herbívoros.
Se não aprendemos com os erros do passado, e se nos recusarmos a auto reeducar e à sociedade, vamos continuar a seguir os passos e cometer erros passados em outras gerações.
Assim sendo que herança deixo à minha filha? Bens materiais em excesso e sintéticos criados pelo homem e uma natureza destruida? Será que é isso que ela vai gostar?
E a herança patrimonial? Natural? ...Mesmo a cultural está totalmente desfigurada...
Reflexão: Veja-se o caso recente da Madeira, acha o leitor que palmeiras são solução para prevenir erosão e quedas abruptas de água e pedras? Ou seria melhor as autoctones lá da ilha, juntamente com cursos de água em zigue-zague e pequenas cascatas de 10 em 10 metros não reduziria substancialmente a velocidade da mesma?
NOTA: Falei unicamente sobre o aspecto negativo relativo a uma das deficiências dos “profissionais” de jardinagem em Portugal. Dever-se-à analisar todos os outros pontos negativos repercutidos em todas as profissões existentes.
sinto-me: angustiado
música: Vivaldi - 4 estações
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Livro aberto para reflexão e desejo do código de ética e conduta

Com este blog, desejo me conectar a todos os pensadores, para juntos compreendermos e participarmos no empreendimento da maneira de estar do cidadão do novo século, do novo milénio, da nova era de Aquário.

 

Reflexões sustentáveis é um desafio, para todos nós, porque é necessário que todos participem e apresentem o que consideram soluções para um futuro (mais) risonho, direito esse a que os nossos avós tiveram acesso e disfrutaram poluidoramente tanto socialmente como ambientalmente.

Reflexões sustentáveis sugere, como os nossos politicos e ícones populares devem decidir quais as linhas e estratégias a seguir, até onde pode ser permitida às multinacionais agirem, até onde uma população pode ocupar, quais as regras a imperar perante tantas alterações climáticas e sociais, e todo o mais que se considere pertinente denunciar e apresentar como deve ser o futuro da humanidade. Sem lobbiyes, sem parcialidades, sem preconceitos e pudores, sem interesses globais a não ser como deve ser uma sociedade justa, coerente enquadrada ao planeta ecológicamente sustentável.

Uma nova politica? Congregando o que de melhor têm as outras e eliminando regras, ideias e conceitos que indubitavelmente já não devem fazer parte da nova era.

Promover saudabilidade e sustentabilidade sem fronteiras, raças e credos!

Quiçá, ajudar a construir um livro enquadrado e adequado que substitua os antigos e deturpados étnicos, de forma a criar uma verdadeira sociedade globalizada.

 

Desde já o convido a participar a elaborar o livro da nova era!

 

Indice dos capitulos a apresentar gradualmente e aleatóriamente para leitura, sua compreensão e participação oral e escrita para um novo conceito sustentável do amanhã e dos nossos descendentes.

 

Prefácio – Crise e algumas das suas origens
I – Emprego
II – Política
III – Sociedade
IV – Economia
V – Desempenho e remuneração socio-profissional
VI – Novas visões / oportunidades e metas
VII – Resíduos, poluição, reciclagem
VIII – Globalização e seus efeitos no cidadão comum
IX – Desenvolvimento civilizacional
X – Nova era, novos conceitos, novos pensamentos
XI – Educação; Pedagogia, formação e informação
XII – Mass Media
XIII – Líderes e ícones das massas populares
XIV – Éticas e códigos de conduta
XV – Liberdades de expressão e modus vivendis

Outros mais poderão vir, tudo depende do que me passar pelos olhos, ouvidos, e acima de tudo das opiniões e participação de todos vocês.

 

A UNIÃO FAZ A FORÇA e o POVO É QUEM MAIS ORDENA

sinto-me: Demagogia
música: O hino da alegria
publicado por reflexoessustentaveis às 15:50
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