Domingo, 14 de Março de 2010

ÀGUA, a riqueza vital

 

A Água é, ou deveria ser, transparente, sem cheiro, composta por Hidrogénio e Oxigénio, H2O, congela aos 0º e evapora aos 100º Celcius, e no seu mais ou menos estado impuro constitui a chuva, oceanos, lagos, rios, etc.

 A minha actividade profissional depende integral e exclusimente deste elemento natural como iremos constatar adiante.
 
Nos países desenvolvidos, ou em vias de, a água, sob todos os seus estados físicos, contribui totalmente para a manutenção e continuidade da sociedade moderna. Desde as nascentes até ao mar, passando por termas, barragens, jardins e explorações agrícolas, oficinas, restaurantes, escritórios e todas as demais profissões e actividades animais e vegetais, este elemento está presente, assim como Norte-Sul existe, está a Água-Ser vivo.
As instituições públicas do estado deveriam portanto ter aqui um papel extremamente importante respeitante à sua gestão e formação dos indivíduos em todo o seu pleno, de forma a amenizar e estreitar a relação homem-água para que os gastos em energia e nela própria fossem racionados de uma forma inteligente e adequada aos tempos que se avizinham.
 
 
INSTITUIÇÕES
Em Portugal, o Ministério do Ambiente será a autoridade coordenadora relativa à gestão e preservação dos recursos hídricos, que por sua vez delega às Direcções Regionais a possibilidade de licenciamentos de captações e retenções de água.  O Estado tinha até 1997 funcionários que vistoriavam a forma como o elemento em causa estava a ser cuidado e gerido, eram os Guarda-Rios. Hoje em dia as Direcções Regionais é que têm sob a sua tutela tudo o que é inerente aos recursos hídricos, incluindo o seu licenciamento. E, apesar de num caso eventualmente haver pontos negativos ambientais, havendo pareceres de Entidades autárquicas ou da DGT (Direcção Geral de Turismo), que fomentem o desenvolvimento SOCIAL e ECONÓMICO pode haver licenciamentos para a sua utilização. Existem exemplos de Norte a Sul e de Leste a Oeste em evidência, tais como campos de golfe, empreendimentos e unidades hoteleiras em zonas de risco e erosão ou mesmo em zonas protegidas, entre outros.
Infelizmente, os processos de licenciamento / legalização de projectos económicos de curto prazo são ainda o lobbye contemporâneo. As autoridades que detêm o poder de viabilizar ou não esses projectos estão dependentes de objectivos politico-económicos e não politico-sociais.
As competências das autoridades que controlam e gerem a água:
 
MINISTÉRIO DO AMBIENTE
Tem a tutela de Administrar, coordenar, regulamentar, vistoriar, legalizar e viabilizar a exploração dos recursos naturais e acções humanas e ambientais nestes e para estes. No caso da água propriamente dito, nas suas 17 directivas que formam as suas competências destacam-se as:
a) Promover os programas, projectos, medidas e acções que visem assegurar a preservação do património natural, o bom estado e funcionamento dos ecossistemas, a manutenção e fomento da biodiversidade, da conservação da natureza e da protecção e valorização da paisagem;
d) Planear e gerir de forma integrada os recursos hídricos nacionais e assegurar a protecção do domínio hídrico, garantir a existência e a qualidade dos serviços de abastecimento de água em níveis apropriados, designadamente para consumo humano, de drenagem de águas residuais e de controlo da poluição no meio hídrico;
i) Garantir a adequada aplicação das leis e de outros instrumentos de política ambiental, nomeadamente por via de auditorias ambientais e de controlo e de acções de inspecção e fiscalização;
        j) Definir a Estratégia de Gestão Integrada da Zona Costeira Nacional e garantir a sua execução e           avaliação.
Conforme poderemos constatar, analisando em pormenor cada uma das suas competências, O M.A. (Ministério do Ambiente) ainda tem um longo caminho pela frente pelo menos no que se refere à àgua. Pois em campo, as equipas técnicas e de fiscalização são quase inexistentes, a maior parte das vezes agem por denúncia, por registo notório, publicidade e dimensão sócio-económico. Os recursos humanos disponíveis são insuficientes para as necessidades “in loco”. Logo as agressões e pressões humanas privadas e colectivas são constantes, passando na maior parte das vezes impunes, revertendo assim vontades e objectivos realizados em prol de si próprios ignorando todo o resto da comunidade viva (animal e vegetal) existente nessa determinada região.
 
 
 
O INSTITUTO DA ÁGUA, I. P., (INAG, I.P.)
É uma instituição do Estado Português, autónoma, com património próprio.
Os seus objectivos são a plena execução da legislação em vigor, acompanhamento técnico e de aconselhamento para garantir a gestão sustentável.
Portanto resumidamente, o INAG, é uma entidade que serve para alojar trabalhadores públicos, pois a sua eficiência em acções de campo, simplesmente não existe, além de que como autoridade independente e máxima da água, depende e apesar da sua autonomia do Ministério do Ambiente, pois podemos verificar nos seus estatutos que é o Ministro do Ambiente que nomeia um director para o Instituto da água, logo a autonomia, a meu ver, não existe!
 
 
 AUTARQUIAS
Poderemos constatar que no que respeita aos municípios, a gestão, a manutenção, a distribuição, o tratamento e análises, a drenagem, as situações de crise, a fiscalização e a monitorização, são de sua competência, promovendo assim acções de campo sob diversas frentes, provocando assim negligência num ou noutro aspecto, tal como a fiscalização que se mantém quase inexistente. Mesmo na maior parte dos casos as autarquias obrigam-se a adjudicar trabalhos a Empresas de forma a colmatar as necessidades. Os municípios infelizmente estão impregnados de corrupção e tráfico de influências, limitando as capacidades e acções de ética e socialmente correcta, favorecendo as amizades e financiadores sem escrúpulos.
 
AS COMISSÕES DE COORDENAMENTO
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) é um serviço periférico do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, “dotado de autonomia administrativa e financeira, tendo por missão executar as políticas de ambiente, de ordenamento do território e cidades e de desenvolvimento regional ao nível das respectivas áreas geográficas de actuação, promove a actuação coordenada dos serviços desconcentrados de âmbito regional e apoia tecnicamente as autarquias locais e as suas associações”. 
Em que por sua vez e respectivamente relacionado com os recursos hídricos tem as seguintes actividades:
A CCDR está dependente do Ministério para pôr em práctica todas as acções e projectos a que está proposto executar, monitoriza e acompanha as evoluções das bacias hidrográficas e recursos hídricos, avalia, licencia, reabilita e investiga as diferentes áreas ambientais, recursos naturais e alterações geológicas e residuais. Sendo que laboram muitas pessoas oriundas de diferentes especializações, mas, infelizmente também aqui, e falo pelo que conheço, tem plafonds reduzidíssimos para actuar nas diversas formas socio-ecológicas, e, ao depender do M. Ambiente, não são imparciais, favorencendo os crimes ambientais dos governos e seus parceiros. Também a fiscalização simplesmente não existe, mais uma vez derivado ao facto dos recursos financeiros neste sector serem muito baixo), Agem mais quando é por denúncia, devido aos fracos recursos humanos disponiveis. Para agravar as situações são analisadas sob a égide dos regulamentos e leis. Ora, esses regulamentos e leis foram criados pelo homem, e como na justiça, quem tenha poder económico, consegue contornar as leis, e influenciar o poder político.
INSTITUTO REGULADOR DE ÁGUAS E RESÍDUOS
O âmbito de actuação do IRAR divide-se em:
Missão de regulação de serviços de águas e resíduos
Missão de autoridade competente para a qualidade da água para consumo humano

Esta missão é aplicável a todas as entidades gestoras de serviços de abastecimento de água, que totalizam actualmente mais de três centenas.
Ora o IRAR, como entidade reguladora, dispensa apresentações, mas, questiono então para que serve o INAG?
 
INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DA BIODIVERSIDADE, [ICNB]
É o tutor guardião das áreas classificadas de interesse patrimonial natural.
Exerce, assegura, promove e propõe as funções de autoridade nacional para a conservação da natureza e da biodiversidade
Relativo às águas em concreto coordena e gere a Rede Natura 2000, as albufeiras públicas e a orla costeira. Questiono: O ICNB, com os seus recursos humanos e mecânicos, com as suas capacidades infra-estruturais, conseguirá efectivamente coordenar e gerir devidamente os recursos hídricos que lhe estão imbumbidos e/ou inseridos em reservas ecológicas ou de interesse patrimonial? Claro que não, infelizmente. Qual o problema? O mesmo de sempre, falta de recursos humanos em campo.

Encontrei ainda relativo ao tema em questão o CONSELHO NACIONAL DO AMBIENTE E DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL [CNADS], mas que com as suas competências é um agente mediador diplomático e inactivo em campo real. Provavelmente mais um tacho pros gestores públicos que ganham balurdios à pala dos contribuintes.
 
Empresas tipoADP, EPAL e SISAQUA têm como objectivo (...) o abastecimento de água, de saneamento de águas residuais e de tratamento e valorização de resíduos, num quadro de sustentabilidade económica, financeira, técnica, social e ambiental. (...)
 
 
 
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS
Tem aqui uma forte presença ao lado do M.Ambiente:
No seu extenso rol de directivas e campos de acção, tem a tutela de Administrar, coordenar, regulamentar, vistoriar, legalizar, promover, colaborar, apoiar e viabilizar a exploração agrícola, florestal e piscícola.
No caso da água (pescas não incluído) respectivamente, tem constituídas diferentes direcções e divisões de trabalho: A Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural [DGADR] , a Direcção de Serviços de Hidráulica e Engenharia Agro-Rural, aDivisão de Infra-estruturas Hidráulicas, a Direcção de Serviços de Regadio e Recursos Naturais, a Divisão de Planeamento do Regadio e de Solos e a Divisão do Regadio e da Qualidade da Água   
No seu rol imenso de competências, o M. Agricultura subdivide-se em dezenas de burocracias de forma a atingir os objectivos pretendidos, tardando assim a sua intervenção pelo que muitas das vezes, quando finalmente chega ao campo para intervir, já as acções criminosas ambientais foram executadas.
Apesar desta complexa infraestrutura governamental montada, na prática existem conflitos entre as diferentes instituições, favorecendo a continuidade de acções irregulares e contribuindo para que infractores graves com recursos jurídicos consigam ultrapassar impunes os obstáculos e pareceres apresentados pelas diferentes instituições. O perfil do factor humano é de extrema relevância pelo facto de um individuo corrupto numa posição favorável priviligiar quem de seu interesse.
Posso salientar que, enquanto proprietário de uma quinta em Mafra, freguesia de Sobral da Abelheira, tive que pedir um licenciamento de captação de água subterrânea (furo artesiano) ao Ministério do Ambiente e uma licença de retenção de água (charca) ao Ministério da Agricultura, ao Ministério do Ambiente e ainda dar entrada das licenças na Câmara Municipal de Mafra. Este processo demorou mais de 2 Anos, e não houve vistorias, foi tudo por cartas geográficas.
 
 Por fim e não menos importante, existe o INSTITUTO HIDROGRÁFICO [IH] , laboratório dependente da Marinha Portuguesa, desenvolve investigação científica e tecnológica em diversos âmbitos relacionados com o mar, inclusivamente a poluição do meio marinho.
 
A importância e o impacto das profissões
Os humanos ocidentais e de países desenvolvidos ainda se regem pela directiva bíblica de que os recursos são infinitos. Vêm-se jardins desadequados ao clima a serem ignorantemente regados 2, 3 ou mesmo 5 vezes por dia! Vêm-se agricultores regarem até ao encharcamento de solos em pleno Verão, jardineiros a regar as copas das árvores, quando estas recolhem a água pela raíz, particulares e empresas a lavar ao mínimo sinal as suas viaturas rodoviárias, aéreas e aquáticas. Pessoas tomando banho, gastando a água equivalente a 5 banhos ambientalmente correctos, entre outros inúmeros delitos socio-ambientais. As próprias instituições públicas e de estado participam neste rol de acontecimentos. O desenvolvimento sanitário e social incita inclusivamente a que a água seja constantemente negligenciada e indeliberamente usada em prol da sanidade humana. A civilização precisa de uma reciclagem pedagógica relativa à forma de estar no planeta.
Um policiamento fiscal e de manutenção dos recursos hídricos não existe! Uma polícia específica assim como a ASAE está para as actividades económicas deveria existir! De forma a garantir um efectivo controlo adequado às realidades e punir os inúmeros infractores de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Essa equipa policial deverá ter, nos seus recursos humanos, técnicos especializados em diferentes campos, tais como botânica, geologia, agricultura, física e química, entre outras especializações.
O meu campo de trabalho, nomeadamente Agricultura e Jardinagem, a água está presente todos os dias! No Inverno com as suas precipitações e armazenamento da própria. Na Primavera com os primeiros passos de rega e manutenção aos respectivos sistemas, incluindo a filtragem, em que dependendo do tipo de rega e origem da água obriga ou não a um sistema de filtragem mais exigente. A aplicação de fitofármacos não dispensa a água, quer seja para ser feita uma calda quer seja para lavagem dos equipamentos e máquinas usados. Os estábulos, armazéns e demais infraestruturas exigem lavagens constantes para estar segundo as conformidades exigidas quer pelo Estado quer pela U.E.. Na maior parte das vezes, os produtos misturados nas águas são poluentes e vão com os seus escorrimentos e drenagens desaguar aos lençóis freáticos superficiais e subterrâneos, dando início aos focos de contaminação e poluição não tratados. Os produtos devem, antes de sair da exploração, ser devidamente lavados em água corrente. Grande parte destas águas acaba por se perder, sem ser direccionadas para charcas ou pontos para reciclagem, tratamento e armazenamento da mesma. Em grande parte dos casos, mesmo as explorações em modo de produção biológico não têm incentivos ou viabilidade para reaproveitamento das águas, quer pelo motivo de falta de espaço e infraestruturas, quer por incúria ou por falta de disponibilidade financeira. Só as explorações de agricultura permanente –permacultura- (que são também de agricultura biológica mas num ponto mais extremista) prevêem métodos e sistemas de recuperação e tratamento das águas das chuvas, das que existem nos solos da exploração e das “importadas” de outros locais, tal como nascentes ou linhas de água. No Verão, época de fim de campanhas, exige-se grandes quantidades de água para a rega e lavagens dos produtos. Os agricultores não têm agentes do estado que os acompanhem para um uso eticamente adequado aos tempos correntes. As barragens, charcas, poços e furos têm tendência a secar cada vez mais. Os pivots de rega, que são braços de ferro em zonas de culturas arvenses, chegam a gastar mais de 100 000 litros de água por hora. Existem muitas zonas do Alentejo e Ribatejo em que pivots estão inoperacionais pelo facto do recurso hídrico de que se alimentavam ter secado.
A instalação de um sistema de rega inteligente é muito caro, obrigando a maior parte das vezes os investidores a adquirirem parte do sistema. O sistema de rega inteligente é composto por: Automatização com pluviómetro, higrómetro de forma a parar o sistema em caso de chuvas ou solos muito molhados, Captação da água por bombagem de linhas de água, poços, furo artesiano, Pré-filtragem com filtros de areia, filtros de sedimentos (malha e/ou britas). Armazenamento em charcas, barragens, açudes, poços e depósitos em alvenaria, metálicos ou fibras plásticas ou resinosas, Filtragem específca para rega e uso diverso com filtros singelos semelhantes à pré-filtragem e para consumo vegetal por aspersão ou gota a gota, (ou humano através de filtros provenientes de tecnologia de ponta, tipos de filtros diferentes dependentes do tipo de água a tratar-salinidade, ferrosa, bacteriológica, entre outros-, sendo os filtros actualmente mais conhecidos para fins de consumo humano o de carbono e o de osmose –inversa, os de Ultra violetas,os descalcificadores, os desferrizadores, e os mais vulgares os de sedimentos), Drenagem e Tratamentoem E.T.A.R. (estação de tratamento de águas residuais), acabando por fim na devolução da água a uma linha de água ou nos casos mais adequados, devida recuperação das mesmas para uso de regas e afins.
Hoje em dia, começam a surgir lentamente no nosso País soluções realmente ecológicas, ou mais próximas pelo respeito do ambiente tais como as ETAR’s que usam plantas depuradoras e oxigenadoras, as retretes secas que retêm os dejectos sólidos reutilizando-os para compostos, entre outros.
 
A IMPORTÂNCIA DA MEMÓRIA DA ÁGUA E SUA ESTRUTURA MOLECULAR
Estudos científicos recentes na Alemanha, registam que se consegue verificar que a água tem vida própria e suas próprias ondas magnéticas, tal como os outros materiais e composições físico-químicas, assim se a água tiver sido exposta a metais pesados como o mercúrio, os actuais sistemas de filtragem não conseguem eliminar a onda magnética do agente contaminante, podendo então estar relacionado com o aumento de derminados factores que promovam doenças e alterações nos organismos dos seres vivos que tenham estado em contacto fisíco com a água contaminada. Outros estudos impulsionados por um cientista japonês, provam que a água tem memória, logo mediante as energias expostas, esta reflecterá uma estrutura molecular diferente de quando saiu da nascente. As energias vibracionais humanas: pensamentos, palavras, ideias, intenções e músicas, afectam a estrutura molecular da água, a mesma água que compreende cerca de 70% do corpo humano e que cobre a mesma proporção do nosso planeta. A água é a “fonte” ou berço de toda a vida, a integridade é vitalmente importante a todos os núcleos de vida, a todos os reinos da natureza, e às características do próprio planeta Terra. A   qualidade da água que transportamos dentro de nós, está directamente interrelacionada com a qualidade da própria vida que em nós habita, e que é por nós próprios criada, transformada e condicionada.
 
As propriedades químicas da Água
Já se sabe que a descrição química da água é H2O.  1 átomo de oxigénio unido a dois de hidrogénio. Cada um dos átomos de hidrogénio está anexado a cada lado do de Oxigénio, resultando na molécula de água com carga positiva no lado dos átomos de H e carga negativa no lado oposto, de forma a criar uma cabeça de um rato bastante familiar para todos nós. Visto que cargas opostas de energia se atraem, faz com que as moléculas de água se atraiam umas ás outras tornando-as “húmidas, viscosas”. O lado dos átomos de hidrogénio (positivo) atrai o lado negativo (oxigénio) de outra molécula e assim sucessivamente.
Todas estas moléculas atraindo-se, leva a criar uma porção. Esta é a razão por que as gotas de água são de facto gotas! Se não fossem as forças da terra, tal como a gravidade, a gota de água poderia ter a forma duma bola.
A água é chamada de solvente universal, porque dissolve mais substâncias do que qualquer outro líquido. Isto quer dizer que onde quer que a água vá, através do chão ou de nossos corpos, carrega consigo agentes químicos, minerais e nutrientes valiosos.
 A água pura tem o PH de 7, portanto não é ácida nem alcalina
Propriedades físicas da Água
  • A água encontra-se nos 3 estados físicos da matéria– liquido, sólido (gelo) e gasoso (vapor) dependendo das temperaturas a que se encontra.  A água da terra está constantemente em movimento, interagindo e em mudança.
  • Como já referi logo no início do trabalho, a água congela aos 0º C e entra em ebulição aos 100ºC ao nível do mar, mas a 4200m evapora aos 85,77ºC. De facto as medidas do congelamento da água e da sua evaporação são a base da medição em celcius. A forma de água em gelo é invulgar pois flutua ao contrário de todos os outros elementos, isso quer dizer que a sua densidade é menor do que em estado líquido.
  • A água tem um elevado index de calor. Isso quer dizer que consegue assimilar muito calor antes de começar a ferver. Essa é a razão porque as indústrias a usam muito nos radiadores e sistemas de refrigeração. O elevado nível específico do index de calor da água ajuda a regular o ratio das temperaturas, e é por isso que as temperaturas mudam nas estações do ano gradualmente em vez de ser subitamente, em especial perto dos oceanos.
  • A água tem uma superfície húmida e elástica, e tendencionalmente quando unida cai em gotas em vez de cair como fios ou bloco. A tensão da sua superfície é responsável pela acção capilária, o que permite que a água e substâncias nela dissolvidas, se movam atravésdas raízes das plantas e dos seus vasos.
  • Apresento uma lista de consulta rápida das propriedades da água:
    • Peso – 999.774Kg / 1m3 aos 0ºC –  993.083Kg / 1m3 aos 37.77ºC
    • Densidade: 1 grama por cm3 aos 4ºC -  0.95865 grama por cm3 aos 100°C
 
 
 
A ÁGUA DENTRO DE NÓS, HUMANOS
Pensando um pouco… O que é preciso para se sobreviver? Comida? Água? Ar? Televisão? Naturalmente vou-me concentrar só na água, pois é dela que dependem todos os seres vivos, dos quais alguns chegam a conter no seu organismo 90% do seu peso em água. O nosso cérebro tem 70% de água e os pulmões quase 90%. O nosso sangue tem cerca de 83%, o que nos ajuda na digestão, na libertação dos residuos (excrementos e urina) e controlo da temperatura corporal (transpiração). Todos os dias, um ser humano tem que repôr 2,4 litros de água, parte bebida e a restante vinda dos alimentos.
        
Ciclo da água na Agricultura
Nascentes – Linhas de água permanentes ou sazonais – Lençóis freáticos – Charcas – Barragens – Poços – Furos artesianos – Bombagem e armazenamento – Regas e lavagens – refrigeração e congelamento- uso próprio (piscina, banhos, lavagem de maquinaria e afins) – drenagens – Fossas, e esgotos - tratamentos, pequenas ETARS ecológicas ou não (se houver) – Linhas de água subterrâneas ou superficiais – Rios – Mar – Evaporação em todo o ciclo – Chuva
 
Bibliografia
. Competências do Ministério do Ambiente, segundo a informação disponível no seu website em http://www.maotdr.gov.pt/CmsPage.aspx?PageIndex=137
.Instituto da Água - INAG
.Diário da República, 2.ª série — N.º 172 — 6 de Setembro de 2007, Câmara Municipal de Lagos
.Comissão de Coordenamento de Desenvolvimento Rural do Algarve-  http://www.ccdr-alg.pt
.Instituto Regulador de Águas e Resíduos http://www.irar.pt/presentationlayer/artigo_00.aspx?canalid=14&artigoid=13
.ICNB – Instituto e Conservação da Natureza e Biodversidade
.Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável [CNADS]
.Ministério da Agricultura
.Instituto Hidrográfico Português
.Dr.Wolfgang Ludwig – A memória da Água - entrevista
Documento traduzido do alemão por Wallenstein Lda .1/3
http://hometown.aol.com/hwludwig/homepage.htm
. USGS – Water Science for Schools

."A Mensagem da Água". Massaru Emoto (www.hado.net

sinto-me: O poder do silêncio
música: as cascatas de água no seu tom natural
publicado por reflexoessustentaveis às 21:00
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Reciclagem na Agricultura

 

 
 
Ambiente e sustentabilidade em Portugal é novidade, e moda, mas o conceito no seu verdadeiro sentido da palavra, é imaturo, ou seja um ovo!
Há muito por fazer! Primeiro começa-se pelo que dá retorno financeiro, e os lixos, se devidamente encaminhados, dão realmente lucro a quem neles investe, mais que não seja para aluguer de armazéns e espaços para deposição de produtos não recicláveis ou para fins de energia dos fornos de fábricas.
As profissões relacionadas com os lixo são relativamente recentes. Além dos aterros (antigas lixeiras) e dos varredores de rua, todas as demais profissões pertencem mesmo ao final do século XX. A engenharia do ambiente e sua cadeira universitária abriu portas aos estudantes portugueses só no fim da década de 80.
Apesar de há mais de 20 anos eu acreditar na reciclagem, só agora é que verdadeiramente se vêm resultados, ainda que reduzidos.
 
Dos produtos reciclados que já tive oportunidade de investir e usar, poucos foram os que realmente me satisfizeram como consumidor, e, isso demonstra que o caminho a percorrer é extenso, pois no dever de aliar a tecnologia à inovação e sacrificio, os materiais têm os seus defeitos e contrapartidas em que passo a salientar os mais evidentes:
- Papel, será o produto mais reciclado e bem sucedido, o problema é que no uso dos produtos lixiviadores para a reciclagem do papel, e dependendo do tipo de papel pretendido, esses produtos serão tão nocivos quanto a produção/transformação de nova celulose, além de que o papel normal reciclado absorve mais tinta, o que implica maior gasto da mesma nas impressões e não deixando a mesma qualidade impressa semelhante à do papel não reciclado;
- Pneus, as experiências que tive com pneus reciclados, é que apesar de mais baratos, são também muito mais fracos e fáceis de furar e de desgaste;
- Tinteiros para impressora, gastam-se muito rapidamente, o que no final do ano, o que se poupou em tinteiros não reciclados, gastou-se em maior quantidade dos mesmos e também de papel, pois as afinações das impressoras ainda não estão adequadas às novas realidades;
- Plástico, já se começa a obter resultados interessantes, mas infelizmente o plástico reciclado ainda é muito estaladiço e quebradiço;
-Vidro, para mim, é onde a reciclagem consegue melhores resultados, pois o vidro mantém as mesmas características que o vidro normal em questões de manejabilidade e durabilidade;
-Orgânicos, uma única palavra para estes resíduos, compostagem, a sua reciclagem revitaliza os solos produtivos.
Torna-se claro, assim que todas, mas mesmo todas, as profissões do homem universal, têm que juntos conseguir criar e melhorar as técnicas no trabalho, rentabilizar os produtos e energias, maximizar e investir nos estudos e projectos inovadores e que prevejam uma melhoria dos recicláveis, de forma a garantir uma sustentabilidade futura. E quando eu me refiro a todos, incluem-se mesmo todas as profissões, pois de que vale formar um cientista químico, que venha a trabalhar no sector dos plásticos e criar um produto excelente mais duradouro, se um professor ou jurista usar indecorosamente esse produto, deixando-o negligentemente no meio de uma qualquer mata após um piquenique?
O problema, claro, está em que a união entre todas as profissões de forma a educar e reciclar o conceito de vida humano está nas mãos de todos, começando obviamente por quem detém o poder, até chegar realmente a quem no lixo trabalha. Portanto para mim e para o meu conceito de vida, não existem “doutores” responsáveis em cargos e técnicos de limpeza de rua descuidados, existe sim uma sociedade que precisa de abrir novos horizontes, fechar metas criadas há 100 (capitalismo / industrialização) ou 2000 anos (democracia / economia) pelos lobbyes de sempre, e preparar os seus cidadãos que graças à Era da globalização fazem parte da nossa casa chamada “PLANETA TERRA” ou “PLANETA AZUL”.
 
Felizmente, é claro que nem tudo são cardos! Já existem muitas rosas lindas que começam a desabrochar no dia a dia da sociedade moderna, mas enquanto houver líderes que defendam conceitos que já não se aplicam, tais como o uso de peles de animais selvagens, ou o uso indeliberado de químicos, (mesmo quando não é necessário), para tratar da saúde pública e animal, enquanto o conceito de higiene estiver aliado a um mercado consumista, enquanto o conceito de viver bem estiver aliado a comer muito, enquanto a qualidade de vida estiver aliada a bons carros e casas com piscina, enquanto o comodismo de conforto estiver aliado ao gasto exagerado de energia sob todas as suas formas, enquanto o conceito sobre controlo de natalidade ainda fôr tabu por razões acima de tudo étnicas, entre outros “enquantos”, está nas mãos de todos, a grande responsabilidade da herança que vamos deixar aos humanos vindouros.
 
Veja-se um exemplo com um texto de apoio como base:
 
 “Metano é, de longe, o gás mais importante para o efeito estufa (sem contar o CO2). E a fonte número um de metano no mundo todo é a criação de animais.(...)
A parcela de responsabilidade do metano pelo aquecimento global é praticamente equivalente à parcela da soma de todos os outros gases de efeito estufa que não sejam o CO2. Metano é um gás 21 vezes mais poderoso, em termos de aquecimento global, do que o CO2. Enquanto que as concentrações de CO2 na atmosfera cresceram aproximadamente 31% desde a era pré-industrial, as concentrações de metano mais que dobraram. Enquanto as fontes humanas de CO2 correspondem a apenas 3% das fontes naturais de emissão, as fontes humanas produzem 150% mais metano do que as fontes naturais. Na realidade, o efeito das nossas emissões de metano podem ser compostas por aquecimento induzido por metano, que por sua vez estimula a decomposição de matéria organica em terras alagadiças, que é a fonte natural primária de metano.
Com as emissões de metano causando quase metade do aquecimento causado pelo homem, a redução das emissões de metano devem ser uma prioridade. Metano é gerado por várias fontes, incluindo minas de carvão e aterros sanitários. Mas a fonte número um no mundo inteiro é a criação de animais.(...)”
(excertos da carta de alerta de António Caldeira, a comentar o novo anúncio da Quercus, no website da Quercus)
 
Na minha profissão e num caso particular, a da produção animal – pecuária -, há já mais de 30 anos que se fala e se conhece o biogás. Esse gás (metano), como já se sabe existe na generalidade dos excrementos animais, e no caso das explorações agrícolas de pecuária, os excrementos poderiam ser utilizados para a produção de energia que ajudasse às necessidades da exploração tornando-a mais sustentável. O sub-produto final seria usado como composto em diferentes frentes agrícolas e paisagísticas. A tecnologia não é muito cara, se fizermos uma avaliação a 20 anos, mas o problema é que o sistema económico montado gosta de mostrar as amortizações a curto prazo, ou seja, as próprias instituições públicas sob a alçada do governo (agricultura), IFADAP, têm nos seus gabinetes os técnicos agrários com as técnicas dos anos 70 e 80 (inadequados portanto às novas realidades), psicólogos para avaliar o perfil dos candidatos e seus projectos que concorrem às ajudas financeiras, economistas gestores que querem resultados a 5 ou 8 anos. O problema é que na agricultura biológica em tempo real, os resultados dos projectos necessitam de no mínimo 10 anos para estarem a 75% de eficiência.
Coloco assim a questão:  Então afinal quem é o responsável por existir ou não de momento maior eficiência verde produtiva no tecido industrial?
Resumidamente, os dirigentes das nações são estereótipos dos seus antecedentes, seguindo o mesmo perfil ideológico da côr e movimento política/o, em vez de assegurar um equilíbrio estável e sustentável. Ilusoriamente promovem e participam em movimentos industriais e económicos a curto e médio prazo, valorizando assim os seus mandatos e não os dos seus sucessores. Não são dinâmicos e ainda sem ter compreendido porquê os estudos e resultados das investigações científicas naturais e/ou agrárias que melhorem, dignifiquem e/ou esclareçam as condições ambientais, são constantemente negligenciadas.
 
 
A primeira vez que o mundo ouviu falar seriamente em reciclagem foi quando surgiu a política dos 3 R’s (reduzir, reutilizar e reciclar), na convenção do Rio, em 1992, estava eu a começar a dar os primeiros passos para a minha actual profissão.
Com a consciência actual, socio-tecnológica, de que a industrialização e sua sociedade de consumo criaram um fosso do processo fisico-químico entre os resíduos e o ambiente, os líderes da maior parte dos Países que constituem a ONU decidiram gerir todo o processo, pois que até então, após ser recolhido pelas entidades responsáveis de recolha de lixos, era depositado em aterros / lixeiras.
Um dos primeiros factores a ter em conta foi a catalogação, separação e utilização dos respectivos resíduos. Nomeadamente os orgânicos e inorgânicos, os recicláveis e os não recicláveis, os perigosos e os não perigosos ou neutros, suas formas de reciclar, valorizar, depositar.
Referindo alguns exemplos:
Resíduos nucleares, têm que estar em recipientes estanques próprios armazenados no fundo do mar ou em antigas minas (à espera que não incomodem);
Resíduos orgânicos alimentares, são direccionados para aterros e uma pequena porção é direccionada para a produção de compostos orgânicos úteis para a agricultura e jardinagem, fechando assim o processo natural;
 Resíduos inorgânicos, em alguns casos como o do poliuretano, não são reciclaveis, obrigando a que estes venham a ser usados e valorizados como fonte energética dos fornos de incineradoras;
Resíduos orgânicos sanitários, são encaminhados para estações de tratamento, para depuração, filtragem, revitalização e reaproveitamento.
 
Os produtos e materiais usados pelo Homem são provenientes sempre daquilo que o planeta tem disponível, mas existem alguns que são “fabricados” ou alterados de forma a criar uma estrutura sintética dos mesmos, tal como os adubos químicos ou os fitofármacos.
Alguns resíduos são provenientes de efeitos secundários do uso de outros produtos, tais como os Óxidos de azoto e enxofre, que nos seus estados gasosos e quando liquidificados podem se tranformar em ácido nítrico e ácido súlfurico respectivamente, acidificando as chuvas e esterilizando os solos, entre outros efeitos.
 
Na classe dos produtos e resíduos recicláveis, existem muitas formas de reciclar. Para cada tipo de produto ou resíduo, haverá uma ou mais formas de o poder transformar. No caso concreto da compostagem, que é a minha área, esta também tem várias variantes (pois pode ser de origem doméstica/ animal ou totalmente vegetal), mas o objectivo principal é formar uma determinada pilha com diferentes materiais, resíduos em que a relação carbono – azoto (equivalente a 3 porções de carbono e 1 de azoto) seja estável e a humidade relativa na casa dos 60 a 70% seja a adequada e em simultâneo de forma a garantir algum arejamento para que o processo de fermentação no interior da pilha chegue aos 65º celcius (no mínimo e pode ir até aos 80º), de forma a eliminar as capacidades vegetativas de raízes e micro-organismos nocivos.
Na agricultura existem diferentes técnicas de compostagem, e as pilhas erguidas em pirâmide a 1,5m de altura com 2m de largura, estão provadas como sendo as que possuem os melhores resultados do produto final, com um estado de pureza de húmus devidamente acompanhado do seu típico cheiro agradável. Qualquer agricultor pode usar o tractor para o fazer ou mesmo fazê-lo manualmente, no entanto se utilizar as alfaias correctas há minimização de tempo e energia.
 
   
sinto-me: Gorillaz
música: qualquer uma
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Eu sou o teu pai!

 

 
 
No infinito de ideias e ideiais do mundo civilizacional, no universo criado pelo BIG BANG, nesta época, neste momento conheci-te como a filha do meu gene!
Poderíamos divagar seguindo o raciocínio de física quântica, ou cartas astrológicas, mas estou a tentar ser mais conciso.
Nesse momento comecei a aprender a ser teu Pai! Infelizmente nunca me foi apresentado pessoal e formalmente o “manual de como ser Pai” estereotipado ao meu conceito e carácter social.
 
 
Assim, na senda interminável de te dar o melhor, enveredei por um mundo por mim desconhecido até então. Desisti e reneguei ao estilo de vida que vivia, para conseguir estabelecer uma ponte de equilíbrio ao conhecimento. Essa ponte estabelece ligação com a coerência, amizade, amor, ética, verdade e a realidade social do indivíduo comum.
 A partir dessa ponte criarás os teus caminhos por ti seleccionados e eventualmente facultar-te-à know how para chegares aos teus objectivos.
 
 
Não estou cá para destruir árvores e construir um santuário, mas sim para plantar em teu nome.
Não estou cá para te esconder das verdades e mentiras criadas pela sociedade, mas sim para te facultar toda a educação e formação que necessites para descobrires as tuas realidades.
Não estou cá para contribuir à degradação do eco-sistema para beneficiar uma sociedade, mas sim para participar no esforço colectivo de um amanhã sustentavel para a tua geração disfrutar do meio tal como eu disfruto.
Não estou cá para te incutir e marcar com uma etnia, mas sim para te ajudar a caracterizar e encaminhares a(s) tua(s) fé(s) e crenças.
Não estou cá para te deixar só, longe de mim. Tal, é anti-natura, logo sinto que parte de mim está longe, -tal como tu deves sentir o mesmo-...
 
 
Estou cá...
Estou cá para te recomendar nos bens que queres adquirir,
Estou cá para te avisar dos perigos que podes defrontar,
Estou cá para te ajudar a caracterizar o teu perfil social por ti escolhido,
Estou cá para acompanhar os teus passos mais inseguros,
Estou cá para promover os teus gostos por artes e cultura(s),
Estou cá para te ver sorrir...
Estou longe! Estou longe quando tu longe estás, mas acima de tudo e pensando em “Não há longe nem distância” consigo aliviar a dôr de não te têr perto.
 
 
O que uma criança espera do seu pai?
Acima de tudo que a proteja. Que lhe garanta conforto e companhia e lhe proporcione momentos recriativos e de lazer durante todo o processo de evolução do individuo como ser.
Insconscientemente , e perante uma situação normal, o amor incondicional e racional presente de ambos os lados promove a que o grau de proteccionismo envolvido e dedicado à sua educação, aprendizagem e imitação do meio que a rodeia e nele participa, em qualquer tipo de vivência étnica, profissional, familiar e social.
 Ou seja, o Pai deseja que a criança seja o seu reflexo daquilo que este é ou não,ou desejaria ser (tudo depende do relacionamento entre ambos), e o descendente humildemente e ingénuamente deseja um lugar onde as crianças possam ser crianças a vida inteira, e a fome, a morte, o ódio, a guerra, o terror e demais acções negativas nunca existam.
 
 
O ser humano como ser racional, ao longo do seu processo de aprendizagem e evolução como ser social e interactivo, além das suas capacidades e à forma de utilizar o seu conhecimento, tem cometido diversos erros, e muitos desses erros começam exactamente na forma como gere a sua relação familiar, nomeadamente com os seus descendentes. Os seus medos e receios, as suas vontades e desejos, as suas acções e passividades, entre todos os outros processos humanos sociais, culturais, tecnológicos e naturais. Tentando não me ligar ao passado como fonte de catalogação ou registo do indivíduo A, B ou C, de côr azul, verde ou branca, com o gosto de música, desporto ou arte, etc. Dedico o meu tempo como orientador / tutor do meu descendente dando-lhe os instrumentos e o acesso ao diferente tipo de informação, actividades e oportunidades de forma a que quando chegar o momento, este tenha a capacidade e discernimento, adequados para si e esperados pela sociedade corrente, de escolher quais os seus passos, quais os seus objectivos, qual a sua missão.
sinto-me: lirico
música: So far away from me
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Globalização - sua liberdade ética e moral

 

 
Prólogo: No 25 de Abril de 1974, eu estava em casa, em Paço D’Árcos, contava na altura 5 anos de idade, no entanto o conceito LIBERDADE sempre me intrigou e acompanhou até aos dias de hoje.
"De um lado, o amor é uma história de respeito à liberdade do outro. De outro lado, é uma busca contínua de fazer respeitar a própria liberdade. Daí, ninguém é livre sozinho..." - Jean Paul Sartre
 Saliento que o meu modo de vêr a vida se aplica a bases éticas, morais e de respeito pelo meio que me envolve (natureza no seu todo). As bases religiosas ou legais criadas e institucionadas por homens são-me secundárias. Li o corão, a biblia e alguma outra bibliografia sobre o budaísmo tal como o Siddartha de Herman Hesse, pois necessitava de respostas. Como qualquer adolescente necessitava avidamente de respostas às minhas dúvidas. Necessitava de compreender o frenesim pela religião, a fé, o pecado, o respeito e um cento ou mais de outras definições. Para por fim aceitar alguns principios éticos de cada uma das etnias referenciadas sem no entanto me assumir como um seguidor de qualquer uma a não ser a única que existe na minha realidade quântica – A mãe natureza- pois se existe algum Deus é Ela. Dá-me água, luz, calor, frio, gelo, comida, animais, melodias, equilibrio, beleza, destruição, criação, abrigo, tormentas, oxigénio e tudo o mais que me permita viver ou morrer! A Mãe natureza não me pede que construa santuários em seu nome. Subtilmente informa que necessita de protecção, preservação e restauração dos usos de bens que ela própria me dá. A Mãe Natureza fala comigo através das plantas evidenciando que está doente e promove pragas, doenças e carências, ou está feliz e oferece frutos, comida, alimento. Oferece-me muitas formas de animais, com multiplas côres, em que cada um tem a sua própria melodia e beleza caracterizada.
Não conheço nenhum Deus que ofereça alguma coisa aos seus fiéis. Portanto para mim esses Deuses defendem as suas liberdades sob uma realidade unilateral! São criados por homens pensadores no seu tempo para promover uma forma de controlar a anarquia e instabilidade social do individuo ou colectivo Imperial, portanto considero-as ultrapassadas para a realidade global humana que se tem vindo a instalar e pertencente ao Seculo XXI.
Assim, frases como “a minha liberdade acaba onde começa a dos outros” insere-se perfeitamente não só no mundo global como tambem no meu mundo socio-profissional. A frase acima descrita em si diz tudo! Mas, infelizmente o homem civilizado nunca conseguiu de uma forma ou de outra criar uma fronteira neutra onde se fundem as liberdades colectivas e individuais dos mais fortes e/ou astutos com as dos mais fracos.
 
 “A liberdade é o direito de fazer tudo quanto não prejudique a liberdade dos outros."  - Turgot
“Até onde vai o seu autocontrole, vai a sua liberdade." - Marie von Ebner-Eschenbach
Encontrei no matrimónio com a mãe da minha filha a necessidade mútua constante de criar um equilibrio natural de respeito, dedicação, esforço, sacrifício, ética, moral, valorização, confiança e veracidade no intuito de perceber o conceito AMOR.
Digamos que essa experiência de vida que tive foi amarga, mas felizmente com um fruto celestialmente reconfortante. Não posso dizer que a relação de 8 anos que tive com a Cláudia (minha ex esposa) foi improdutiva ou sem nexo.
Quando a conheci, eu ainda vivia a descoberta juvenil do mundo que me rodeava que me tinha sida bloqueada devido pelo facto de não ter percorrido os mesmos troços que uma criança normal da época e região.
Por essa razão tinha algumas reservas face a uma vida conjugal com uma parceira, mas por motivos acima de tudo egoistas e unilaterais demos os primeiros passos como esposos. Sem grandes festas ou alaridos demos o nó. A Cláudia estava grávida de sete meses. Acabamos por formalizar o acto apesar de já vivermos juntos havia 2 anos! As vantagens fiscais e legais eram mais proveitosas se assim o fizessemos. A ponderação sobre a liberdade individual e colectiva de cada um dos intervenientes que mais tarde viria a ser atribuida a 3 sujeitos não foi devidamente equacionada por ambas as partes. Nestes momentos que se exige extrema reflexão, ponderação e frieza, nós humanos (sendo animais que somos) damos azo aos instinctos iniciando assim o principio de uma desordem que pode ou não ser catastrófica a longo prazo.
Acredito que assim existiriam menos atitudes ilegais e acima de tudo uniões e matrimónios fracassados. Logo, menos individuos nascidos e criados em ambientes revoltados, angustiados, magoados, carentes e qualquer outro traumas de “(…)ados” com fins de má indole.
Nessas condições, confrontado com o exemplo seguinte poderia ter tido um desfecho mais positivo e que beneficiasse todo o meio (eu, tu, comunidade, mundo e natureza):
Quando eu e a Cláudia percebemos que a relação não tinha futuro já a Rebeca existia! Então os desentendimentos conjugais misturavam-se com o afecto instinctivo e protector à nossa descendente. As nossas diferenças e objectivos, cada vez mais distintos aumentavam a diacronia racional. Eu apesar de tudo tentava manter a relação de forma a que a Rebeca não fosse viver uma juventude sem pai tal como eu vivi. Exactamente por ter vivido essa angustia é que tentei sob uma forma errada preservar a vida conjugal.
A Cláudia por fim teve a coragem de dar a iniciativa e por fim à relação. Depois de muitos dissabores que uma ruptura conjugal acarreta conseguimos (e infelizmente só depois) criarmos um equilbrio emocional e de respeito de nós os 2 para os 3 (Filha, Mãe, Pai).
Acabo por dar à minha filha (apesar sob uma forma mais moderada) o mesmo que recebi quando em formação emocional e familiar
 
sinto-me: aberto
música: The Wall
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Livro aberto para reflexão e desejo do código de ética e conduta

Com este blog, desejo me conectar a todos os pensadores, para juntos compreendermos e participarmos no empreendimento da maneira de estar do cidadão do novo século, do novo milénio, da nova era de Aquário.

 

Reflexões sustentáveis é um desafio, para todos nós, porque é necessário que todos participem e apresentem o que consideram soluções para um futuro (mais) risonho, direito esse a que os nossos avós tiveram acesso e disfrutaram poluidoramente tanto socialmente como ambientalmente.

Reflexões sustentáveis sugere, como os nossos politicos e ícones populares devem decidir quais as linhas e estratégias a seguir, até onde pode ser permitida às multinacionais agirem, até onde uma população pode ocupar, quais as regras a imperar perante tantas alterações climáticas e sociais, e todo o mais que se considere pertinente denunciar e apresentar como deve ser o futuro da humanidade. Sem lobbiyes, sem parcialidades, sem preconceitos e pudores, sem interesses globais a não ser como deve ser uma sociedade justa, coerente enquadrada ao planeta ecológicamente sustentável.

Uma nova politica? Congregando o que de melhor têm as outras e eliminando regras, ideias e conceitos que indubitavelmente já não devem fazer parte da nova era.

Promover saudabilidade e sustentabilidade sem fronteiras, raças e credos!

Quiçá, ajudar a construir um livro enquadrado e adequado que substitua os antigos e deturpados étnicos, de forma a criar uma verdadeira sociedade globalizada.

 

Desde já o convido a participar a elaborar o livro da nova era!

 

Indice dos capitulos a apresentar gradualmente e aleatóriamente para leitura, sua compreensão e participação oral e escrita para um novo conceito sustentável do amanhã e dos nossos descendentes.

 

Prefácio – Crise e algumas das suas origens
I – Emprego
II – Política
III – Sociedade
IV – Economia
V – Desempenho e remuneração socio-profissional
VI – Novas visões / oportunidades e metas
VII – Resíduos, poluição, reciclagem
VIII – Globalização e seus efeitos no cidadão comum
IX – Desenvolvimento civilizacional
X – Nova era, novos conceitos, novos pensamentos
XI – Educação; Pedagogia, formação e informação
XII – Mass Media
XIII – Líderes e ícones das massas populares
XIV – Éticas e códigos de conduta
XV – Liberdades de expressão e modus vivendis

Outros mais poderão vir, tudo depende do que me passar pelos olhos, ouvidos, e acima de tudo das opiniões e participação de todos vocês.

 

A UNIÃO FAZ A FORÇA e o POVO É QUEM MAIS ORDENA

sinto-me: Demagogia
música: O hino da alegria
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